quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

"De poeta e louco, todos temos um pouco"

Chamam-me louca, dizem que não existo, pergunto porquê, não me sabem responder. Não é um, dois ou três, são vários. Pergunto-me se se acham normais. Chamam-me louca porque sei aproveitar as coisas pequenas da vida, porque sei lutar pelas coisas pequenas da vida. Eu aprendi a fazer isso, não porque tenha querido, mas sim porque a isso fui obrigada. Se me dá angústia? Não... Faz-me feliz saber que ver alguém me faz o dia, que falar com alguém me faz o dia, que ver o sorriso de alguém me faz o dia. Adoro as coisas mais pequenas - chamam-me louca. Sinceramente, pergunto-me o porquê de quererem levar a vida numa linha reta, o porquê de quererem levar a vida num caminho restrito de seriedade, um caminho em que só se vê o que está à frente, e às vezes nem isso! Um rio corre para o mar, para quem o olha apenas por cima. Um rio vai além disso... um rio arranca, "destrói", mata, dá vida, alisa as arestas de uma pequena pedrinha que vai ter ao mar e vai ser agarrada por uma pequena criança que vai levar tal objeto aos pais a gritar "olhem, que bonita!". E eu pergunto: o rio apenas corre para o mar? Pois é, a vida merece ser olhada com outros olhos. Aos que vêem o rio apenas a correr, esses sim, eu chamo-os loucos, pois quem está lúcido aqui, sou eu, que vejo além do que os olhos querem ver.

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